20 mulheres e homens que revolucionaram o mundo. M

1.

Marie Curie (1867-1934)

 

A cientista polonesa foi a primeira mulher da história a ganhar um Prêmio Nobel de Física. E ganhou duas vezes. Teve uma infância pobre, e para conseguir estudar, teve que mudar-se da Polônia para a França, fugindo da proibição e falta de oportunidade para mulheres na ciência. Era a melhor da classe no mestrado e junto com o seu marido, Pierre Curie, desenvolveu os princípios da radioatividade. Acabou morrendo aos 67 anos pelos efeitos negativos da radiação, de tanto tempo que ficava exposta aos seus estudos e experimentos.

 

  1. Ada Lovelace (1815 - 1852)

 

Ada Augusta King, nasceu com o nome de Byron e foi a primeira mulher a escrever uma linguagem de programação. A mãe estimulou a menina desde criança a estudar matemática e a apresentou ao rei da Inglaterra. Foi através do grupo de amigos da realeza que ela conheceu, aos 17 anos, Charles Babbage, um senhor matemático importante da época que estava desenvolvendo uma máquina analítica, como uma calculadora gigante.

 

Apesar de casada ainda adolescente e com três filhos, continuou a estudar matemática e línguas. Teve a oportunidade de desenvolver um algoritmo que, cem anos depois, foi reconhecido como a primeira linguagem de programação da história, batizada de Ada e usada até hoje para fazer bancos, computadores e trens funcionarem.

 

  1. Rosalind Franklin

 

Se hoje milhares de procedimentos médicos podem ser feitos através da análise de DNA, deve-se muito a esta química britânica, que participou na descoberta das estruturas moleculares dele. Com apenas onze anos já ensinava química e física na escola aos colegas. Ganhava prêmios anualmente pelo seu desempenho escolar.

 

Contrariando a vontade do pai, de que fosse assistente social, formou-se em química pela Universidade de Cambridge e em 1951 juntou à equipe de biofísicos do King's College Medical Research. Foi ela que tirou a fotografia 51, indispensável para descoberta da dupla estrutura helicoidal da molécula do DNA, que concedeu o Nobel de Fisiologia e Medicina no ano de 1962 aos bioquímicos James Dewey Watson, Maurice Wilkins e Francis Crick.

 

  1. Indira Gandhi (1917 - 1984)

 

A única mulher a ocupar o maior cargo político e público indiano provou várias revoluções na história do país. Apesar do sobrenome, Indira não tinha parentesco com Mahatma Gandhi. Com 22 anos chegou a ser presa por atuar em guerras, começou na política ajudando o pai, primeiro-ministro indiano, e aos 55 anos assumiu o mais alto cargo do governo do país, a exemplo do pai. Revolucionou a política e economia da Índia e morreu assassinada aos 66 anos, por um grupo religioso contrário ao seu.

 

  1. Margaret Hamilton (1936)

Sabe aquele dia que o homem chegou à lua? Não teria acontecido se não fosse por Margaret Heafield Hamilton, a engenheira de software americana que dirigia o departamento para orientação da Apollo, missão que levou os primeiros astronautas à lua.

 

Desde pequena muito curiosa e inteligente, a engenheira de software formou-se em matemática e logo se tornou um nome importante da NASA, dirigindo o departamento responsável por escrever os códigos de comando de uma das mais importantes missões da agência espacial.

 

  1. Princesa Diana (1981 - 1996)

 

A Princesa de Gales, Lady Di, foi uma das personalidades inglesas mais marcantes do século XX. Nascida em uma família de nobres, era uma mulher talentosa para esportes e o balé, uma de suas paixões. Depois que começou a frequentar a vida da família real britânica, tornou-se um modelo único de beleza, moda e comportamento. Todos a amavam e se inspiravam em sua personalidade e estilo. Perseguida por fotógrafos depois da sua polêmica separação do príncipe, morreu em um acidente de carro em 1997, deixando o mundo inteiro em choque. Até hoje é a princesa britânica mais falada da contemporaneidade.

 

  1. Virginia Hall (1906 - 1982)  

 

Uma espiã americana que foi considerada uma das mais perigosas espiãs da Segunda Guerra Mundial. Tendo sido amputada aos 27 anos por causa de um acidente em que atirou no próprio pé, Virginia Hall Goillot se ofereceu como voluntária na França para trabalhar no corpo de ambulância. Foi parar no meio da guerra e acabou por ser convidada a ser espiã ajudando a resistência francesa contra os nazistas em 1940.

 

Foi ficando cada vez mais ousada, planejando ataques para atrasar suplementos ao nazistas, ajudando judeus, e participando operações de sabotagem. Logo foi notada pela Gestapo, polícia nazista, passando a ser procurada como a espiã aliada mais perigosa, chamada de "a dama que manca". Teve muitas identidades diferentes. Foi a única mulher condecorada pela Cruz de Serviço Distinto pelos seus esforços de guerra.

 

  1. Harriet Tubman (1822 - 1913)

 

Harriet Tubman nasceu no leste dos EUA, em condição de escravidão. Ainda jovem, teve um peso de ferro atirado sobre a sua cabeça, que afundou seu crânio e causou dores de cabeça e convulsões para o resto da vida. Com 27 anos de idade, decidiu fugir da fazenda onde trabalhava. Depois, retornou para libertar a sua família e ajudou mais de setenta famílias a escapar também, mesmo durante a implantação da Lei do Escravo Fugido, implantada no país em 1850.

 

Durante a Guerra Civil Americana (1861 - 1865), ofereceu-se para servir, foi espiã e comandou 150 soldados liderando as tropas do norte contra os soldados do sul. A operação conhecida como Ataque no Rio Combahee conseguiu a libertação de mais de 700 escravos dos Confederados. Tornou-se um símbolo americano de liberdade e coragem e seu rosto passará a estampar a nota de vinte dólares no ano de 2020.

 

  1. Madre Teresa (1910 - 1997)

 

Nascida na Macedônia com o nome de Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, Madre Teresa naturalizou-se indiana e até hoje é um símbolo de caridade, sendo beatificada e canonizada pela Igreja Católica. Com 18 anos já era missionária na Irlanda, e quando estava perto dos 40 anos, fundou a congregação Missionárias da Caridade, destinada a ajudar pobres e necessitados, especialmente na cidade indiana de Calcutá.

 

Homenageada com um Prêmio Nobel da Paz de 1979, a freira fundou hospitais, orfanatos e escolas para pessoas em situação de rua, doentes e etc. Polêmica, foi alvo de denúncias que apontavam as péssimas condições em que mantinham os doentes em seus hospitais e centros de acolhimento. Mas fato é que nada abalou a imagem da mulher como uma santidade do século XX.

 

  1. Rosa Parks (1913 - 2005)

 

Se Rosa Louise McCauley não tivesse se recusado a ceder o seu lugar a um homem branco em Montgomery, no Alabama, EUA, não se sabe se a luta antirracista e pelos direitos civis americana teria sido tão marcante na história do mundo. Ainda jovem, Rosa teve que abandonar os estudos para trabalhar como costureira e ajudar a família.

 

Casada com Raymond Parks, membro da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), sua vida mudou quando em dezembro 1955, negou-se a ceder o seu lugar a um homem branco num ônibus, causando grande revolta na cidade e eclodindo no que seria a luta pelo direito dos negros americanos, um capítulo importante da história do país. A partir daí Rosa dedicou a sua vida à luta antirracista e tornou-se um ícone mundial.