poesia de: Socram

Por mares desconhecidos

 

 

Quando olhamos para trás e vimos o que fizemos, o que temos, o que se podia fazer de melhor;

Fomos como folhas que duma árvore se desprenderam, que separados voaram, crentes que não creram, reféns dum inimigo que surpreendentemente entrou-nos porta dentro……

Foi-se o alento…

Veio a dúvida…

Decorridos muitos anos, percorridos oceanos, por fim, o jardim, o porto seguro…

Combatemos com armas que nem conhecíamos, com as desconfianças dos principiantes…

Agora hoje e como dantes, olhamos para trás e vimos dois amantes, apaixonados, casal inexperiente, novato, inconsequente, mas que nunca desistiu do sentimento!

Sem culpas atribuídas, nossas vidas percorreram mares a procura de farol, porto de abrigo.

Sem réus, cremos no nosso amor…

Sem culpados cremos na nossa paixão…

Quando olhamos para o passado, momentos tristes ultrapassados, suspeitas enterradas, amor, vale sempre a pena, quando se tem a firme certeza que a maior beleza, a coisa mais importante, foi porque nós vezes sem conta, privilegiamos a estabilidade e apesar das adversidades, tacitamente sabíamos que Fomos feitos um para o outro.

 

Socram.